Casos registrados no mesmo dia envolveram falso gerente de banco e movimentações não reconhecidas durante a madrugada
Dois moradores de Dourados, de 60 e 66 anos, procuraram a polícia nesta terça-feira (6/10), após constatarem problemas em suas contas bancárias. Em um dos casos, a vítima foi enganada por um homem que se passou por gerente de banco e realizou transferência via PIX. No outro, o morador descobriu movimentações e empréstimos que afirma não ter contratado.
No primeiro caso, o homem de 60 anos recebeu ligação de uma pessoa que se identificou como gerente da sua agência bancária afirmando que havia tentativa de transferência em seu nome e que seriam necessários fazer alguns procedimentos de segurança.
Acreditando que se tratava de um contato legítimo do banco, o idoso, segundo o boletim de ocorrência, seguiu as orientações recebidas e acabou transferindo R$ 1.840,41 para uma conta em um banco digital.
Posteriormente, descobriu que havia sido vítima de um golpe e procurou as instituições bancárias envolvidas e foi orientada a verificar também a existência de outras movimentações não reconhecidas ou eventual contratação de empréstimos.
No segundo caso, também um idoso, mas de 66 anos, percebeu o problema ao tentar fazer um PIX e descobriu que sua conta estava bloqueada. Conforme o registro policial, ele foi até uma agência, onde recebeu a informação de que movimentações haviam sido realizadas durante a madrugada e, por esse motivo, a conta havia sido bloqueada.
A vítima afirmou à polícia que não reconhece nenhuma das transações e que, durante o período em que elas ocorreram, sequer estava acordada. Também declarou que não forneceu senhas a terceiros, códigos de acesso ou outros dados que pudessem permitir movimentações em sua conta.
Ainda segundo o registro policial, o banco informou a existência de empréstimos e outros débitos vinculados à conta, que totalizavam R$ 4.289,82.
Somados os prejuízos das duas vítimas, o total chega a R$ 6.130,23.
Os dois casos foram registrados como estelionato e deverão ser apurados pela PC (Polícia Civil). Por fim, os idosos procuraram as instituições financeiras para contestar as movimentações e adotar medidas de segurança cabíveis.