Só no endereço de um servidor havia R$ 186 mil em espécie; no imóvel de outro alvo, foram encontrados R$ 233 mil
Pelo menos R$ 429 mil em espécie foram apreendidos nesta terça-feira (12) no âmbito da Operação Buraco Sem Fim, deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), Gaeco (Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado), Unidade de Apoio à Investigação do Ministério Público e pela 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital.
Sete mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande. Entre os presos está o ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande e atual diretor-presidente da (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), Rudi Fiorese. O governo já anunciou que ele será exonerado ainda hoje.
Só no endereço de um servidor havia R$ 186 mil em espécie. No imóvel de outro alvo, havia R$ 233 mil, também em notas de real. O MP não revelou quais os investigados estavam com o dinheiro.
Segundo o Ministério Público, a investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos.
As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais.
Levantamento indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada amealhou contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02.
O cumprimento dos mandados decorre de decisão judicial proferida no âmbito de procedimento que apura crimes contra a administração pública e outros delitos correlatos. Os nomes dos outros presos ainda não foram revelados.